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«Armando Silva Carvalho é um dos grandes poetas nascidos em livro na década de 1960. Se ainda fosse necessária, este seu novo livro ["O Amante Japonês"] seria a confirmação.»

Manuel Gusmão

Ípsilon, 2 de Maio de 2008-

«"Já Cá Não Está Quem Falou" é mais confuso que "As Andorinhas Não Têm Restaurante" (1970) e que o genial "Uma Coisa em Forma de Assim" (1980, 3ª ed.2004), as duas recolhas feitas em vida do poeta; mas esse aparente caos esconde algumas boas surpresas. [...]
A "vidinha" está aqui retratada com a precisão que já esperávamos neste poeta que escreveu que um poeta é "um distraído terrivelmente atento". Alexandre O'Neill estava terrivelmente atento ao uso do português, à angústia de bicha de autocarro, ao excesso de culpa que deve ser redimido por um excesso de emoção.»

Pedro Mexia

Ípsilon, 27 de Junho de 2008-

«[...]Recomendo, vivamente, a leitura de “Portugal e os Portugueses”, de D. Manuel Clemente, bispo do Porto (Edição Assírio e Alvim). É um texto luminoso pelas características, não apenas religiosas, mas, sobretudo históricas, que o autor propõe à nossa serena reflexão. Sigo, há muitos anos, a trajectória cultural (portanto religiosa, política e ética) daquele prelado. A par de D. Januário Torgal Ferreira, de D. Manuel Martins e dos padres Mário de Oliveira e Anselmo Borges é das vozes da Igreja que mais atentamente escuto, pela grandeza, originalidade e diversidade do discurso.»

Baptista Bastos

Jornal de Negócios, 20 de Junho de 2008-

Blogue Assírio & Alvim

Disponível on-line, o blogue da Assírio & Alvim.

Com novidades e actualizações frequentes sobre a editora, os livros, os autores e as iniciativas.

Visite-nos e deixe a sua opinião.

 

Na Galeria Assírio & Alvim...

– Nota de Encomenda –
18 de Junho a 5 de Julho
Galeria da Livraria Assírio & Alvim

(Rua Passos Manuel, 67 B — Lisboa)

- 1.º Momento: 18, 19, 20 e 21 de Junho
André Maranha, António Bolota, João Oliveira, Raquel Vidal

- 2.º Momento: 25, 26, 27 e 28 de Junho
Francisco Tropa, Lourenço Silveira, Maria Vidal, Rui Aleixo
Inauguração: dia 25, às 18h30m

- 3.º Momento: 2, 3, 4 e 5 de Julho
Maria Archer, Pedro Morais, Sérgio Dias, Tomás Maia
Inauguração: dia 2, às 18h30m

Projecto desenvolvido no Departamento de Escultura do Ar.Co. a partir das notas de encomenda de Raymond Roussel para as ilustrações de Novas Impressões de África.

Horário: de segunda a sábado, das 10h às 13h e das 14h às 19h
(encerrado aos domingos e feriados)

 

As investigações policiárias de Abílio Fernandes Quaresma

Julgo que teria entre doze a catorze anos quando descobri o pequeno volume que Fernando Luso Soares organizara a partir dos fragmentos das novelas policiais (ou policiárias, conforme a designação do autor) de Fernando Pessoa. Terei começado por ouvir uma referência a esses textos num programa de televisão, para depois ler algo numa revista. Não sei já como cheguei à existência de O Banqueiro Anarquista e outros Contos de Raciocínio (1964), que localizei depois de pesquisar nos ficheiros de uma biblioteca. Eu era então um grande leitor de romances policiais, sobretudo dos que seguiam o modelo clássico da investigação dirigida por um detective amador, com o fornecimento das pistas necessárias à resolução do mistério. A personagem de Abílio Fernandes Quaresma (com três nomes, à maneira do C. Auguste Dupin de Poe, criado em 1841 como protagonista de The Murders in the Rue Morgue) só me decepcionava porque surgia demasiado incompleta, como um esboço grosseiro, a que Pessoa, afinal, talvez não tivesse dado a devida atenção. Em todo o caso, o raciocínio à maneira do herói do poeta americano era a base dos fragmentos conhecidos, e eu detinha­‑me a imaginar o texto completo de, pelo menos, uma das novelas.

 

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«Vivemos em tempo de ocultação da poesia»

ANA MARQUES GASTÃO
EDUARDO GAGEIRO
(Entrevista a ANTÓNIO OSÓRIO, a propósito do lançamento do livro Vozes Íntimas)

 

 

Evocações, ensaios elegíacos, memórias, crónicas diarísticas, prosa poética... Muitas palavras poderiam enquadrar Vozes Íntimas, que inclui também traduções suas. Estes textos são tentativas de compreensão?

Também, mas não ficam por aí. À paixão de ver claro, iguala-se o desejo de estar próximo dos amigos, e de ser fiel à sua memória, por mais afastada que esteja a sua pessoa.

Estas evocações poderiam ser inseridas num outro título seu, O lugar do amor, pela sua atenção meticulosa à vida e aos afectos?

Poderia ter esse título.

 

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Jogos de ironia

«Armando Silva Carvalho publicou o seu primeiro livro de poemas em 1965. O seu título, "A Lírica Consumível", num procedimento retórico caro ao autor, a ironia e a auto-ironia, só por antífrase podia designar a poesia e a poética do livro que recusavam a efusão sentimental, a idealização compensatória e os arroubos do poeta enquanto "vate".

Essa recusa traduzia-se nos seus primeiros livros (até "Os Ovos d'Oiro", de 1969) numa estratégia de depuração discursiva, partilhada com outros poetas que, na conjuntura dos inícios de 60, reagiam ao risco de dessoramento do verso livre. Essa estratégia encontrava em Armando Silva Carvalho um conjunto de opções poemáticas, estilísticas, sintácticas e prosódicas que já então o singularizavam: a procura da renovação prosódica procurada em formas de prosaísmo captadas em Cesário Verde e João Cabral; uma sintaxe sincopada e elíptica (que ganhará depois um mais largo fôlego); jogos de palavras, aliterações e assonâncias, uma ironia insofrida e agressiva que cruza forças com a tradição intermitente do escárnio e maldizer, que assoma em alguma poesia do século XVIII, e depois em algum surrealismo.

 

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Agenda Assírio & Alvim - Julho, 2008
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